A encíclica Magnifica Humanitas alerta sobre o "progresso" tecnológico que, se não for vigiado, mecaniza a vida e isola o ser humano.
"A escolha do tema dialoga diretamente com a tradição inaugurada por Papa Leão XIII em 1891, quando publicou a histórica Rerum Novarum durante a Revolução Industrial. Naquele contexto, a Igreja se posicionou sobre as condições desumanas enfrentadas pela classe trabalhadora diante do avanço industrial. Agora, mais de um século depois, Leão XIV parece estabelecer um paralelo entre aquele período de transformação econômica e o atual cenário dominado pela inteligência artificial, pela digitalização do trabalho e pela concentração tecnológica." (Dona Irene, Notibras)
Interligando Drummond, cabe perguntar: no espetacular curso da vida, seriam a inteligência artificial e as mudanças sociais as grandes "pedras" coletivas do nosso tempo? O homem, como legítimo artesão da existência, deve usar a matéria-prima de sua época para esculpir a própria obra. A dignidade humana exige esse laço de coragem e justiça para proteger o vínculo social diante dos algoritmos, em um autêntico ato de serviço fraterno.
A respeito dessa engrenagem, a resposta esotérica é o recolhimento: "Busca o caminho recolhendo-te para o interior" (Mabel Collins). Afinal, a verdadeira dignidade não está na velocidade dos processadores, mas na profundidade do nosso manancial interno; a máquina calcula, mas só o coração cativa.
Ao colocarmos o amor compassivo como regentes dessa evolução, "nossas almas e corações recebem asas" (Rumi), permitindo-nos voar entre as desigualdades e a fealdade do mundo. No fim, a ética e a tecnologia precisam caminhar de mãos dadas, pois a verdadeira beleza sempre residirá na pureza interior. 🌺
