Atemporal
Transforma o tempo em teu cúmplice
Deixa que os fragmentos se cristalizem
E o imaginário se solte como espuma
Ficando finalmente decantada a realidade
O que se desgasta é supérfluo
E a continuidade não é linear
Como de resto o que acontece a todos
Mas isto cabe a ti desvendar
Erras ao interpretar o acaso rigidamente
Deverias dançar a música das esferas
E observar os eventos como nuvens
Que se atiram só quando água
Os elementos estão aí para te transformar
Para ocupar os espaços da tua estupefação
Desvendando o teu sonhar por paradoxos
Nos descuidos do pensar inconsciente
Observa os desígnios do inesperado
Do infinito que se alcançará um dia
Da mesma forma que o eterno molda
A tua esfinge enfim decifrada
(Mariano Marques, 04/06/12)
