O Segredo da Flexibilidade: Entre o Bambu e o Vinho
Cristo Jesus dizia:
"Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; mas o vinho novo deve ser posto em odres novos." (Lucas 5:37-38)
Para que a vida flua em nós com toda a sua vitalidade, precisamos aprender a arte de ser espaço.
O bambu nos ensina que sua maior utilidade não reside no que ele é, mas no que ele não é. É o seu vazio interior que permite que a música atravesse seu corpo e que o vento o balance sem quebrá-lo. Ele é firme porque tem raízes, mas é livre porque é oco.
Da mesma forma, o ensinamento de Cristo Jesus sobre o vinho novo nos convida a uma renovação constante. De nada adianta a chegada de uma nova alegria ou uma nova verdade (o vinho que fermenta e se expande), se insistirmos em guardá-los em odres velhos — corações endurecidos pelo passado, mentes rígidas e preconceitos ressecados.
Se o odre é velho e seco, ele se rompe. Se o bambu é maciço e rígido, ele estala.
A paz não é a ausência de movimento, mas a harmonia dentro dele.
Que possamos, a cada amanhecer, esvaziar nossos recipientes internos. Que sejamos como o bambu: resilientes na base e leves no topo. E que o nosso "vazio" seja o odre novo e flexível, pronto para expandir com o vinho da vida que borbulha e se renova a cada instante.
Que nossas raízes sejam profundas e nosso vazio seja sempre fértil.
Boa fluidez a todos os seres.
