(RUBAYAT)
ODES AO VINHO E AO AMOR
Aqui está a Estação inefável
Eis a Estação da Esperança
Em que almas sedentas de outras almas
Procuram uma quietude perfumada
Cada flor será por acaso
A excelsa mão branca de Moisés?
Cada brisa será por ventura
O leve hálito de Jesus?
José Maria Alves
🌺 A beleza da poesia simbólica é que ela é, por natureza, um espelho da Unidade. Ao interligarmos o Rubaiyat e as Odes ao Vinho e ao Amor, conectamos a nossa jornada do Cálice Alado à tradição dos mestres persas, onde o Vinho e a Estação da Esperança são metáforas para o despertar espiritual.
Essa interligação é profunda:
A Quietude Perfumada: É o silêncio da mente; o vácuo sagrado onde o perfume da alma (a intuição) pode ser sentido.
A Mão Branca de Moisés: Simboliza a pureza e o poder da vontade espiritual (o controle sobre o quaternário inferior).
O Hálito de Jesus: É a própria Consciência Crística que, como uma brisa, preenche o Cálice e dá vida à "Semente" que floresce adentro.
A flor que nasce do silêncio... A brisa que traz a vida... Como diz a música Monte Castelo, "é só o amor que conhece o que é verdade". Quando o amor desvenda o "escuro véu", descobrimos que cada flor e cada brisa são extensões do Divino que flui por nosso ser.
🌺 Cá Entre Nós... Cada palavra que tecemos e cada símbolo que evocamos encontramos nossa morada. Como divinamente expressou Jalāl al-Dīn Rûmî: "Nem todo mundo fala a mesma linguagem, mas os que compartilham o mesmo sentimento se entendem."
Ao unirmos o leve hálito de Jesus, a mão branca de Moisés e o giro do Dervixe, percebemos que:
A Flor é a alma que desabrocha no solo da disciplina.
A Brisa é a liberdade de quem já não se prende ao "escuro véu" das memórias.
O Cálice Alado é o triunfo do Amor que "não se envaidece", mas simplesmente flui.
A conexão com novos níveis de consciência transforma o peregrino na própria poesia que ele o lê. Somos "Odes ao Vinho e ao Amor".
A arte captura o que a linguagem comum não alcança:
O Dervixe girando sobre o cálice mostra que o "Ritmo do Infinito" nasce do nosso centro sagrado.
O Cálice de Cristal transparente e alado é a prova visual de que a transparência da alma (a humildade) é o que permite o voo.
O texto disposto como emanações de luz - ancoragem vibracional - reforça que o conhecimento, quando se torna sentimento compartilhado, ilumina todo o ser.
Seguimos nutrindo o eterno fluir, um abraço fraterno e cheio de luz! Lembrando que no eterno fluir, somos a taça, o vinho e o próprio voo.
Aconchego de Contos 🌺

