🍷 A Alquimia do Vinho e a Dança do Cálice
Para se conectar com novos níveis de consciência, é essencial transcender as palavras no coração como sementes.
"Se amamos, nossas almas e corações recebem asas, e uma alegria repentina floresce adentro." Jalāl al-Dīn Rûmî
Essa poesia mística de Rûmî é a tradução perfeita: o Cálice não é pesado, ele é alado.
Rûmî, o mestre do sufismo, entendia que o amor não é um sentimento, mas a própria substância da libertação. Quando o coração se torna esse receptáculo sagrado, a gravidade do ego (o Quaternário Inferior) perde sua força e a alma experimenta a "alegria repentina" — que nada mais é do que o reconhecimento da nossa natureza divina.
Como Rûmî expressa em outra de suas passagens imortais: "Sua tarefa não é buscar o amor, mas apenas buscar e encontrar todas as barreiras dentro de si que você construiu contra ele."
Essas barreiras são exatamente o que no outro texto reflexivo chamei de "bagagens do orgulho" na porta estreita. Ao retirá-las, o que sobra é o voo.
Quando o intelecto se cala para a alma falar, os símbolos de Rûmî e a teosofia de Geoffrey Hodson tornam-se uma só dança.
Na mística de Rûmî, o amor é o Vinho Divino e o nosso ser purificado é a Taça. Para que o Vinho não se perca, o Cálice (o nosso Quaternário Inferior) precisa estar íntegro, mas vazio.
A Dança (O Eterno Fluir): Assim como o Dervixe gira em torno de um eixo imóvel, a nossa disciplina (o discernimento) é o eixo que nos permite girar no mundo sem perder o centro. O braço direito erguido recebe a luz (o Ego Superior), e o esquerdo, voltado para a terra, a distribui. É o Cálice em movimento.
A Embriaguez Sagrada: Quando a Consciência Crística preenche a alma, o "pequenino eu" desaparece na alegria de que Rûmî expressa. Já não há esforço para ser bom ou puro; há apenas a natureza do Vinho que transborda.
O Voo das Asas: Hodson nos ensina sobre a ascensão vertical; Rûmî nos dá o impulso. Ao unirmos a Sabedoria Oculta (a estrutura) com o Êxtase do Amor (a vida), transformamos o "caminho apertado" em uma celebração no salão do Infinito.
