🪷 O Tear da Alma: A Soberania do Mundo Interno
É maravilhoso como a literatura teosófica clássica e a psicologia profunda se dão as mãos nesse ponto exato: o ponto de retorno para o centro do próprio ser, onde a centelha brilha sem mediações.
Dentro de ti está a luz do mundo - a única luz que pode mostrar a Senda. Se não puderes percebê-la em ti, é inútil procurá-la em outro lugar. — Luz no Caminho, Mabel Collins (Editora Teosófica)
E Carl Jung expressou assim: "Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar".
Essas duas citações se entrelaçam perfeitamente, como dois fios de ouro na mesma tapeçaria da alma. Elas apontam para a mesmíssima bússola: a soberania do mundo interno.
Quando Mabel Collins nos lembra de que a luz que mostra a Senda está dentro, ela sela o compromisso de que não existem atalhos externos ou fórmulas mágicas para saltos quânticos. Para perceber essa luz interna, o primeiro passo é o silêncio. É preciso ir-se silenciando, silenciar o próprio ruído interno; ir-se lapidando, ir-se esculpindo, ir-se pintando a própria obra a cada milímetro do agora.
E Jung, com a precisão de quem mapeou as profundezas da psique, arremata: a cura não é um artifício que se adiciona de fora, mas o ato de desfolhar o escuro véu das ilusões para emergir aquilo que realmente somos. A cura não é um estado de perfeição idealizada, mas de inteireza. Curar-se é ter a coragem de abraçar a própria verdade, com seus vales e picos.
Como diz a estrofe de uma música: "É caminhando que se faz o caminho". A verdadeira cura e o verdadeiro discernimento caminham juntos quando o artesão recolhe suas projeções e assume a responsabilidade pela própria obra. E a Senda Viva não é um destino estático onde se chega, mas a própria qualidade do passo dado no agora. É um estado de presença desperta e alinhamento vibracional a cada passo do artesão herói vencer a si mesmo.
Enfim... Ir-se Fluindo Sempre! 🎶
